Tempo

tempo

Quero um tempo pra pensar
quero um tempo para esqueçer
temos tempo de ganhar
Temos tempo de  perder
ha um tempo de sonhar e o  tempo de aprender
Que o tempo é o melhor remédio.
Quero um tempo pra tentar
quero um tempo pra entender
Tempo pra amar
Tempo pra viver
quero muito tempo

pra que não haja tempo

de não sentir  tédio

Eu quero um tempo para ser feliz
Tempo de voar com minhas asas
Tempo de chegar aonde eu sempre quis
Tempo pra cuidar da minha casa.
Tempo pra soltar-me desse nó
Tempo pra cuidar do meu jardim
Tempo de não mais me sentir só
Tempo de ter tempo para mim .

 

Estranhos

estranhos

Quando sair bata a porta
Leve tudo o que é seu
Porque agora não importa
O nosso amor já morreu.

Não dá pra pôr “ panos quentes “
Fingir que existe amor
Nos tornamos dois estranhos
Sob o mesmo cobertor.

A alegria que outrora
Invadira a nossa casa ,
Criou asas , foi embora
Apagaram-se as brasas.

Quando sair , bata a porta
Leve tudo o que é seu.
Pois agora não importa
Só resta dizer adeus.

Dezesseis

deze

Não dá pra esqueçer nossa primeira vez
O mês era setembro , o dia dezesseis.
O clima estava bom , no quarto luz neón
E foi alí que eu te amei.

E foi lindo te ver , sorrindo de prazer
o brilho nos seus olhos me deu até calor
De novo eu te amei , teu nome eu gritei
Em êxtase , de tanto amor !

Depois ,apenas o silêncio
Nós dois , a sós , foi tão lindo
E a paz então se fez
Nos amamos outra vez
E eu adormecí sorrindo.

Meu Reinado

reinado

 

Tua voz doce canção
Tua boca , fonte minha
És meu súdito , meu servo
E eu sou a tua rainha
Faz te prisioneiro meu
Por tua própria vontade
Me ofereces teu amor
E a tua fidelidade
Te sinto dentro de mim
Tua carne alva e macia
Teus dedos longos e finos
A minha pele arrepia.
E num êxtase divino
Os nossos corpos se fundem
Não sei se é sonho ou verdade
Minha mente se confunde
Parece que estou no céu
Vejo estrelas , ouço sinos
E os teus gemidos , sussurros
Fico em total desatino.
Te devoro com paixão
Tu me devoras com gana
Meu reino é teu coração
O meu trono , nossa cama.