Tenho uma irmã 6 anos mais nova que eu e volta e meia relembramos fatos sobre a nossa infância.
Nunca tivemos muitos brinquedos ou coisas boas então a gente improvisava com o que tínhamos disponível.
A gente costumava brincar de sacerdotisas espirituais e tínhamos até um nome: Vidia e Cristália.
A minha irmã tinha cabelos curtos então ela usava uma toalha pra fazer de cabelo.
Fomos passar um tempo na casa da nossa irmã mais velha que estava em lua de mel e a curiosa foi olhar por debaixo da porta pra ver o que eles estavam fazendo no quarto.
E para nossa surpresa,o nosso cunhado abriu a porta e ela foi pega no flagra .Eles a colocaram de castigo mas eu me ofereci para ficar no lugar dela em pé.
Eu sempre me senti a defensora dos fracos e oprimidos,eu me sentia na obrigação de protegê-la .
A nossa irmã escondeu a única bonequinha que ela tinha e eu pegava enquanto ela estava fora e deixava ela brincar e ao se aproximar a hora que eles chegavam do trabalho, eu a colocava no mesmo lugar,até que Finalmente devolveram a boneca depois do castigo ter terminado.
A nossa mãe nunca foi muito carinhosa,mas não a culpo ,pois a nossa avó era extremamente fria e também nunca deu carinho pra nossa ela .
Mas a gente tinha uma à outra e tentávamos achar um motivo pra nos divertir.
Brincávamos entre os lençóis secando, ou de cantar e dançar.
A fantasia ,o faz de conta, estava sempre presente nas nossas brincadeiras.
A nossa realidade era difícil mas a gente se divertia.
Mas com todas as dificuldades que passamos ,vivemos uma época boa onde existia inocência e a gente podia brincar na rua .
De vez em quando a nossa mãe nos levava
para comprar aquelas roupas de balaio e a gente ia na pastelaria comer pastel e coca cola.
Voltavamos felizes da vida e nos contentavamos com uma vida simples.